segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Elogio À Mulher

A Mulher é aquela com quem nos contactamos logo desde o início da nossa vida. Começamos por ser um embrião, pequenino... uma célula, vá. E é dentro do ventre feminino que nos desenvolvemos até encararmos o Mundo tal como ele é. Não foi por acaso que a Mãe Natureza dotou a Mulher de fertilidade. Não é por acaso que a própria Mãe Natureza tem a formosura de uma Mulher: Perfeita!
À medida que vamos crescendo, vamos contactando com a nossa progenitora, que nos dá a primeira refeição, que nos afaga, que nos conforta enquanto estamos cheios de cólicas ou de dores de dentes, pois estão a crescer... Enfim. Está sempre connosco, a nossa Mãe. É uma Mulher. Até mesmo quando vamos pela primeira vez para a escola, que estamos debaixo das saias da nossa Mãe, não a queremos largar. É com ela que estamos bem, a Mulher que é a nossa Mãe.
Quando entramos na escola primária, vamos contactando, igualmente, com a Mulher. É muito novinha, é certo... Tem a nossa idade, faz as mesmas travessuras que nós fazemos. Brincamos, rimos e saltamos. É giro brincar... Faz-nos sentir imensamente bem. Até este ponto e, pelo menos, até à idade da pré-adolescência, a Mulher é uma pessoa que está lá, mas à qual damos a mesma importância que a outra pessoa qualquer. A nossa Mãe está connosco e gostamos dela. Temos Amigas e gostamos delas. É bom ser-se amigo de alguém com quem arranjamos sarilhos de crianças inocentes que desconhecem os dissabores da vida adulta. Talvez seja por esses mesmos dissabores que as crianças dizem "Nunca hei-de crescer! Quero ser pequenina/o para sempre"! Pois é... As crianças sabem o quanto os adultos andam sempre cheios de stress, para trás e para a frente, sempre ocupados, sempre cheios de trabalho.
Quando se entra na idade da adolescência, a Mulher passa a ter, para nós, um outro significado. É verdade que as nossas Amigas podem já não brincar tanto connosco, como faziam dantes. Aliás, já nem nós devemos fazer as mesmas brincadeiras... Devemos ser estúpidos o suficiente para afirmar que já somos "crescidos" de mais para brincar às escondidas, ou algo do género. Enfim. Já não brincam tanto mas tornam-se pessoas muito especiais. São Mulheres que estão a crescer, a tornar-se maduras. Não todas, claro. Mas há casos excepcionais em que somos obrigados a afirmar que realmente estão a incorporar alguém de grande sabedoria, de experiência, de maturidade. A Mulher, neste período da adolescência e à medida que se vai tornando adulta, passa a ser uma grande confidente. Nós, homens, temos os nossos camaradas para contar os nossos problemas, as nossas angústias. Podemos sempre contar com eles. Mas a sensação de ter uma Mulher com quem contar é mágica... Depositamos nela uma confiança imensa, porque ela está sempre lá para nos ouvir, para nos consolar, para nos dar miminhos, se precisarmos... É, a Mulher é alguém muito especial.
Mas não é só no campo da Amizade que a nossa relação com a Mulher se desenrola. Ah, não... Temos algo ainda mais especial para partilhar com Ela. O Amor. É verdade... É pela Mulher que nos apaixonamos, é pela Mulher que vivemos, é pela Mulher que sofremos, é pela Mulher que... Enfim. É por Ela que sentimos algo como nunca sentimos.
A Mulher, o ser Mulher, a essência Mulher é alguém de um brilho ofuscante, é linda, inteligente, esperta, sábia, de um sorriso mágico, duma enorme formosura, conhecedora das Belas Artes. A Mulher é uma Arte...
A Mulher é Grande! Um enorme viva à Mulher!

sábado, 20 de janeiro de 2007

Estamos De Passagem...

...por muito que nos tentemos convencer que não...estamos... Por muito esforços que façamos...estamos...
Quantos homens não deram as suas vidas tentando descobrir uma fórmula mágica para fazerem desta situação, uma situação permanente? Quanta gente já não sofreu com passagens curtas e frívolas?! Tantos que morrem de medo da morte que se esquecem de aproveitar o antes...com o medo do depois. Tanto que se preocupam com o depois da morte, empunhando esforços múltiplos de forma a descobrir o desconhecido...
Descobrir o desconhecido... É uma fixação do homem... Mas que escolha temos? É descobri-lo ou temê-lo! Pobres coitados que o temem! Pobres desgraçados que nutrem reflexos de mágico apenas para se poderem adiantar aos movimentos suaves dessa malfadada figura...
Essa figura que empunha um manto negro e poeirento, todo rasgado peças unhas das suas colheitas...essa desfigurada figura...desfigurada pelas pragas rogadas sobre ela... Essa figura que, apesar de "viver" de almas alheias, não tem sua própria alma... Esse ser usado com o único propósito de meter medo a quem raciocina.
Pois eu não partilho desse medo! De que serve temer o desconhecido? Para viver eternamente na sua sombra? Não muito obrigado! Prefiro olhar a escuridão...não digo na cara, já que ela opta por dissimulá-la na dos outros...mas prefiro enfrentar as trevas do que temê-las...
Vivo na certeza de que serei levado por elas...que serei engolido pelo eterno desespero e desalento, do qual ninguém me poderá tirar...salvar... Mas vivo!
Essa certeza apenas me fortalece, essa certeza apenas me engrandece, pois não temo coisas pequenas ou fúteis... Desengane-se quem pensa que me estou a gabar...longe disso! Tenho um medo eterno...um medo que me atormentará durante toda a minha vida...e morte...
Mas ela; ela eu não temo...ela faz parte da que lhe antecede! Ela é parte desta nossa passagem por esta realidade. E eu abraço essa parte de tão amável dádiva! Eu recebo de braços abertos a morte, que faz parte do nosso maior dom...a vida...

Sim, eu convenço-me que estou apenas, e eternamente, de passagem...mas pelo menos opto por torná-la inesquecível...para mim e para os outros. Estou de passagem, mas farei algo de útil com este bilhete que me foi atribuído!


(À Parte: Por amor de Deus, não se ponham a magicar nas vossas cabecinhas que eu estou numa "dépré" ou seja o que for. Estou bem, livre, leve...Consigo respirar fundo como não o fazia há muito! E vocês sabem que não há nada que me ponha em baixo =P)

domingo, 14 de janeiro de 2007

"Estou na Lua"

Falo-vos da lua...Onde não há qualquer gravidade...em que sentido for...Não há gravidade!

Digo-vos isto porque sinto-me leve! O que há muito tempo não me sentia! E tu ajudaste-me...como sempre.

Tu, quem eu já não via há muito, chegaste, levaste-me totalmente ao fundo! Fizeste com que eu batesse mesmo nas profundezas da tristeza...quase que entrei num esgotamento sentimental!
Mas fizeste isto com um objectivo, com uma causa superior...Pois, apenas batendo totalmente no fundo é que eu poderia voltar ao de cima! Voltar à superfície.

Falo-vos da lua pois nunca me senti tão leve...tão despreocupado...tão bem. Sinto-me bem graças a ti, graças a eles, graças a mim...

Graças a ti, pois dentro de ti eu posso expressar-me...atribuindo aos outros os meus defeitos...que andam de mãos dadas com as qualidades...com as virtudes... Em ti, atribuí aos demais aquilo que eu próprio estava a precisar!

Gritei! Soltei tudo o que estava preso dentro de mim!
Brinquei, saltei e pulei como uma criança pequenina!
Tive força! Enfrentei tudo e todos, apenas para me proteger!
Mantive-me impávido e sereno, sem mover um centímetro do sítio, como uma rocha... (até vir alguém mais inteligente e me mover, apenas com um pequeno movimento).
Fui incoerente, confuso e débil...ao ponto de me ajoelhar.
Soltei a curiosidade, ao ponto de tocar para crer!
Acalmei-me e acalmei-a e acalmei-os, apenas com uma respiração funda e pausada.

Até não aguentar mais! Até ter de pedir a outros por paz...pedir aos outros uma base...uma base de sustentação... Não é que não as tenha...porque tenho, e bem seguras! Mas, sinto que ainda há o vácuo que uma outra deixou... Ainda sinto o espaço dentro de mim, que aos poucos vou completando...que contigo é muito fácil fazê-lo!

Isto tudo para...para exprimir este sentimento de leveza...este sentimento que se se aumentasse apenas um pouco mais, não duvido que seria capaz de levantar voo, como o pombo que acabou de o fazer, e elevar-me até às estrelas!

Obrigado! A todos, pela enorme força, e a ti...por me deixares aninhar nas tuas profundezas...por me deixares aconchegar no teu íntimo =)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Confirmação!

Devo dizer que me encontro deveras transtornado com aquilo que vejo à minha volta num incansável ciclo de ultraje! Não está esta gente disposta a ouvir o reflexo da sua verdade? Uma sociedade que se considera evoluída? Sociedade essa que constrói o futuro e se recheia com tesouros provenientes do engano ao próximo? Com sorrisos de orelha-a-orelha que os meus olhos observam e, dou eu um passo em falso e sinto uma onda de veneno a invadir-me? Pois então, não despenderei mais palavras com pessoas que se consideram “mestres de disfarce”. Ouça-me antes o homónimo marítimo, isto se não andar bem escondido, à semelhança de um outro que bem podia ser o dito cujo. Oh, Peixe-aranha! Tinhas tu de vir assim a este mundo, trazendo a propriedade que mais bem poderias usar, não fosse o seu fim horrível? Escondes-te tu às portas do Inferno, como um simples pedaço de embarcação esquecida, ocultando o que de mais venenoso tens. Vêm, depois, os inocentes que se encontram perante um determinado objecto o qual julgam ser perfeito, uma outra criação admirável da Mãe Natureza e… que acontece? Fazes do teu local algo de inóspito. A partir daí, os outros só têm duas alternativas: ou se lembram de desenterrar a desconfiança face aos conhecidos, revelando ofensa por parte destes ou ainda, deixam-se ficar, sucumbindo cada vez mais depressa pelo aspecto que manténs em disfarce. Quão traidor tu és, abominável peixe. Considera que te não chamo de abominável devido ao teu tamanho pois, essa é ainda uma outra questão da qual te não falei! Ora, não bastava o ultraje com que vives, o de te pareceres com algo que não és e, ainda por cima, deixares o teu veneno, tinhas de te fazer imponente com o teu curto tamanho. Ora, diz-me então agora, caro Peixe-aranha, que finalizei a tua repreensão: valerá a pena continuar a manter o disfarce pela frente e o veneno por detrás? A escolha é tua… Ou te manténs, como sempre, às portas do Inferno, confundindo-te com pedaços de madeira ou resolves vir ao de cima, como a verdade, e deixas a traição esquecida junto do Arrais do Inferno. Amén.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Já Passou O Natal...Parabéns!

Qual é a pergunta mais gasta nos dias após o Natal? "Então, como foi o teu Natal? Muitas prendinhas?"

Ora, desculpem se estou a soar-vos "velho" ou "careta", mas a verdade é que já não considero as prendas natalícias uma parte muito muito importante do Natal em si. Áquela pergunta eu respondi sempre: "Foi muito bom: famelga toda reunida à volta de uma mesa cheia de coisas boas, adiciona-lhe muitas gargalhadas e histórias engraçadas, conselhos para a vida e babuseiras ditas, e tens um Natal esplêndido! Assim como o meu foi!"
É engraçado como mudamos com a idade...não que eu a tenha muito, ainda estou muito "verde", mas já passei a fase da correria desta época pelos presentes...já não me dá aquela injecção de adrenalina...as prendas já não me roubam o sono no dia anterior. Fico muito mais feliz quando me dão uma prenda engraçada ou foliona, ou me oferecem um grande sorriso seguido de um beijinho que me enterra a bochecha para dentro! Mais rapidamente me vêm as lágrimas aos olhos e uma ansiosidade tremenda quando espero por uma prenda pessoal, feita por alguém com todo o carinho e atenção!

Mas a verdade é que adoro ver aqueles mais pequenos, a quem o ritual das prendas ainda lhes dá a velha adrenalina! E por esses momentos volto a ser aquele "puto", quando ajudo os outros a rasgarem os embrulhos e caixas de cartão e laços e plásticos!
E depois, aquele sorriso iluminado de uma criança que recebe o que desejou! Fantástico! Que espectáculo!



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Um ano... fez um ano que tu me aturas! Fez um ano que me amparas, que me confortas, que me acaricias...

Fez um ano que tu me emprestas o teu espaço no teu coração, para nele imprimir as minhas marcas...para eu poder desenhar automaticamente os meus sentimentos...os meus desejos e tristezas...os meus desvarios!

Tu tornas-te a minha vida um pouco mais fácil pois fizeste-me ganhar um verdadeiro confidente, que de secreto nada tem mas que é melhor do que qualquer cofre de banco! Contas tudo a todos, mas sem ninguém perceber! E por isso eu agradeço-te, de coração aberto e mente concentrada, e presenteio-te com uma promessa: não será pelas minhas mãos que tu deixarás de existir! Não será pela minha livre vontade que deixarás de estar exposto sem o verdadeiramente estar!

Tu ofereceste-me um mundo novo ainda por descobrir...tu abriste-me portas dentro de mim próprio! Mostraste-me recantos do meu ser aos quais eu nunca me atreveria a ir sozinho... Mas tu acompanhas-me!

Eu, em retorno, ofereço-te o melhor que os meus dedos conseguem digitar nas malfadadas teclas. Dou tudo o que tenho dentro de mim para que mantenhas o teu nível egoísta que gostas de ter...o teu nível vaidoso de apenas quereres receber elogios... Eu partilho da tua vaidade de vez em quando...mas chego a temê-la, pondo-me a mim próprio no sítio frequentemente!
Sei o que escrevo, e sei que o que escrevo não é nada de especial, apesar de conseguir encantar um ou dois!



Obrigado Luminescente e Parabéns! Personifico-te, pois fizeste o mesmo comigo!

domingo, 24 de dezembro de 2006

Muito Obrigado E Parabéns!

No dia 24 de Dezembro de 2005, tinha surgido uma ideia. Estava na altura de regressar aos blogs mas, desta vez, numa perspectiva muito mais séria, até porque o projecto seria aproveitado para concorrer ao programa da Rádio Comercial "O Meu Blog Dava Um Programa de Rádio".
Já no artigo de comemoração das 100 publicações o referimos, "Luminescente" não foi a primeira sugestão como nome deste espaço. "A Sogra", uma tentativa de comédia à paisana, valeu dois artigos. Mas a ideia de um novo nome e uma exploração mais ampla de outros conteúdos, nomeadamente, de desabafos de amor (os mais comuns até hoje, diga-se), da escola, da vida em geral, acabaria por ficar.
Como acontece com qualquer blog ou, pelo menos, a sua maioria, os primeiros artigos são apenas esboços de ideias que vão na mente e que são atiradas ou, numa palavra mais apropriada, vomitadas. Pois é, a emoção de iniciar um blog provocou-nos uma grande reviravolta na cabeça. Durante todo um mês de vida, 50 artigos foram publicados. Mas como há sempre o risco de não serem todos lidos no seu tempo devido, resolvemos abrandar mais o fogo que tínhamos na alma para não nos atropelarmos.
Os comentários viriam aí, a pouco e pouco. Média de 2, 3, 4 comentários... Já começávamos a ter público. O objectivo principal deste blog, referido acima, nunca chegou a ser cumprido. Foram, antes, escolhidos outros blogs para serem divulgados pelo éter. Então, resolvemos passar a escrever só mesmo para o desabafo.
É costume que se faça um grande discurso nestas épocas de comemoração, mas... As SMSs pedem originalidade que já não se consegue gastar aqui.

Desejamo-vos, assim, Feliz Natal e um Próspero Ano de 2007
Muito Obrigado a todos pela preferência e...
PARABÉNS, Luminescente!