Relato-vos a minha história a partir de um dos meus sítios favoritos da minha casa: um canto obscuro do meu quarto, que se trata de uma espécie de anexo ao nosso barracão. Para convencer o vizinho a ceder-nos um pouco de espaço foi o cargo dos diabos! Teve de ser a minha mãe a convencê-lo...numa noite foi ter com ele...e quando voltou, já de madrugada, ouvia a chorar na cama...
Vivo com a minha mãe, com o meu avô e com o meu padrasto...O meu pai, esse nunca o conheci. A minha mãe diz-me que morreu quando eu tinha menos de 1 ano...mas cá para mim, ele não quis saber e fugiu! Ele não gosta de mim! Já a minha mãe não, ela gosta muito de mim! Diz-mo todos os dias, tirando quando bebe demasiado...coisa que se está a tornar numa constante! Mas o meu avô diz que ela há-de parar de beber, um dia destes...quer dizer...não diz...ele já não fala há um bom tempo, mas quando lhe pergunto "A mãe vai ficar bem não vai?", ele acena sempre a cabeça, enquanto continua a olhar fixamente para o vazio...E sempre ouvi dizer que os mais velhos têm sempre razão!
Eu vivo num desses sítios a que as pessoas chamam de "guetos"...moro num bairro social...construído com lata, chapa e madeira podre...O meu nome não interessa...tratem-me por "Fininho"...Toda a gente me trata assim porque sou muito magro e franzino.
Desengane-se quem pensa que não tenho amigos! Tenho sim...não os posso chamar de "bons amigos", mas são os amigos que Deus me deu, e por isso sou muito grato a eles.
Mas eu tinha três bons amigos! Formávamos um grupo e pêras! Metíamo-nos em tantas aventuras, assim como em sarilhos! Mas encobríamo-nos sempre uns aos outros, e se um fosse apanhado, os outros três confessavam a cumplicidade não existente! Que amigos que eles eram...nunca mais me vou esquecer daquela vez em que estava a passar por uma pastelaria e vi na montra uns bolos com um aspecto divinal! Até comentei com eles de que nunca comeria um bolo daqueles...e foi então que o Chico fez-nos entrar lá e, enquanto ele distraia os empregados com questões da vida como "Onde posso comprar um preservativo? Que tamanhos e sabores é que há?", e coisas do género; o Anderson fazia malabarismos com uma bola feita de meias, e eu e o Pitosga (que tinha essa alcunha porque era cego de um olho) fomos roubar os bolos! Lembro-me que nunca comi tão bem como nessa tarde!
Mas...infelizmente, numa tarde chuvosa foram os três mortos a tiro, enquanto tentavam ganhar uns trocos...Estavam a vender droga aqui no bairro e a polícia decidiu fazer uma rusga nesse mesmo dia...e o Chico, que tinha uma arma, começou a disparar nos polícias e eles ripostaram...mas com melhor pontaria...Mas pelo menos eles conseguiram o sonho deles: morrerem juntos...eu também partilhava esse desejo...mas, infelizmente, estava com febre nesse dia e a minha mãe trancou-me a porta do quarto com uma cadeira encostada à mesma, para eu não ir para a rua!
Por mais incrível que me tenha parecido, nesse dia não chorei...apenas sentei-me ao lado do meu avô...enquanto o acompanhava a olhar para o "nada"...a olhar para a minha vida e a pensar que, se calhar, teria sido melhor eu ter morrido com eles! Sempre ouvi dizer que as crianças não vão para o inferno...e eu, com 11 anos, ainda sou uma criança (como insiste a minha mãe); e não me pareça que em adulto consiga ir para o Céu...
Não é que eu queira ser traficante...mas que outras hipóteses me restam? Que mais posso eu fazer, apenas com o 4º ano e com toda esta "sabedoria de rua"? Quem mais posso eu ser, senão um marginalzinho qualquer?
Olho para o meu avô e penso para mim mesmo que eu sou mais sortudo do que ele...apenas pelo simples facto de que é muito difícil chegar à idade dele, para mim...de certeza que serei morto a tiro, ou morrerei de uma outra forma qualquer muito mais cedo!
O mais irónico é que não me preocupo com isso...já me esqueci da primeira vez que me apontaram uma arma à cara...e, durante a noite, já há muito tempo que não acordo ao ouvir disparos...apenas penso para mim mesmo: "Mais uma pobre alma, um pobre 'Zé-Ninguém' que acaba de partir desta realidade cruel...Quando terei eu a sorte dele?"
(Texto fictício)
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
sexta-feira, 15 de setembro de 2006
O Texto
Já me pediram, umas quantas vezes; num acto um pouco comodista e preguiçoso; que eu descreve-se a minha escrita...a minha resposta é, com certeza, a que vocês acabaram de pensar: "Aqui tens o link, vai ler!"
Mas tanto que me pediram que agora apetece-me descrever a forma como um dia gostaria de escrever um texto!
Tinha de começar com muitas reticências...com um ritmo muito calmo...como uma brisa na Primavera enquanto estamos deitados no meio de um prado verdejante...tudo muito parado...com muitas descrições visuais...para que o leitor pudesse visualizar tudo...muito...calmamente!
Provavelmente este começo daria-se com o acordar da personagem em questão...eu descreveria o acordar...o bocejar, o levantar e todos os outros movimentos já mecanizados no dia-a-dia.
Daria o valor devido ao sol radiante que a personagem deslumbrava fora da janela...ao céu enorme e imensamente azul e ao canto dos poucos pássaros que por ali andariam a vaguear, por entre beijos primaveris e árvores milenares.
Mas o humor da personagem não seria do melhor! Ela, ou ele, estaria zangada com alguma coisa...algo que se passava na sua vida e da qual ela não gostava. Ela odiava o rumo que a vida dela estaria a levar. Provavelmente teria algo haver com a teimosa rotina que não quereria ceder nalguns pontos!
E depois o ritmo da leitura começaria a aumentar, as reticências davam lugar às vírgulas. A personagem cada vez mais iria usar comparações "negras", quais trevas que quereriam dominar o texto. A cada frase que passava, mais e mais se podia notar que a personagem em causa já chegava ao ponto de gritar!
As vírgulas agora dariam lugar à ausência das mesmas e a personagem apenas gritaria sem qualquer interrupção ou cuido pelas regras de construção de frases! Cada vez mais os pontos de exclamação dominariam o tom de voz e o leitor já começaria a franzir as sobrancelhas pensando que algo de muito mal se passava com a personagem!
Os dentes dela já rangiam e nada estava no seu sítio pois ela tinha revirado tudo do avesso! Vidros partidos, papéis no chão, e o total caos urbano agora dominavam o cenário!
Tudo apenas iria piorar a cada mórbida palavra que passava imensamente rápido, como se tivesse medo de perder o barco para o purgatório! Os meus dedos já escreveriam com tanta força que encravariam algumas teclas! Quem me visse a escrever, neste momento, pensaria que eu não passaria mais do que um louco, doido enrraivecido, e quem lesse já consideraria em fechar a página! Tudo apenas piorava e piorava até atingir o autêntico clímax do texto!!...e aí tudo voltava a acalmar...
Tinha-se dado uma autêntica inspiração, seguida, neste momento, de uma expiração muito calma e demorada. Tratava-se exactamente do dobro da inspiração.
Agora a personagem daria-se conta de que o que se passa não é assim tão mau...e existe uma solução para tudo...basta usar a cabeça...com calma...e ter esperança!
Agora, o texto pareceria mais normal ao leitor, havendo vírgulas devidamente colocadas e a pontuação que existisse apenas exprimiria positivismo. Tudo estava calmo e, novamente, os pássaros cantavam no lado de fora deta bonança imensa!
E no fim apenas haveria lugar para uma breve conclusão...onde as reticências tudo dissessem...sem nada dizerem...
Mas tanto que me pediram que agora apetece-me descrever a forma como um dia gostaria de escrever um texto!
Tinha de começar com muitas reticências...com um ritmo muito calmo...como uma brisa na Primavera enquanto estamos deitados no meio de um prado verdejante...tudo muito parado...com muitas descrições visuais...para que o leitor pudesse visualizar tudo...muito...calmamente!
Provavelmente este começo daria-se com o acordar da personagem em questão...eu descreveria o acordar...o bocejar, o levantar e todos os outros movimentos já mecanizados no dia-a-dia.
Daria o valor devido ao sol radiante que a personagem deslumbrava fora da janela...ao céu enorme e imensamente azul e ao canto dos poucos pássaros que por ali andariam a vaguear, por entre beijos primaveris e árvores milenares.
Mas o humor da personagem não seria do melhor! Ela, ou ele, estaria zangada com alguma coisa...algo que se passava na sua vida e da qual ela não gostava. Ela odiava o rumo que a vida dela estaria a levar. Provavelmente teria algo haver com a teimosa rotina que não quereria ceder nalguns pontos!
E depois o ritmo da leitura começaria a aumentar, as reticências davam lugar às vírgulas. A personagem cada vez mais iria usar comparações "negras", quais trevas que quereriam dominar o texto. A cada frase que passava, mais e mais se podia notar que a personagem em causa já chegava ao ponto de gritar!
As vírgulas agora dariam lugar à ausência das mesmas e a personagem apenas gritaria sem qualquer interrupção ou cuido pelas regras de construção de frases! Cada vez mais os pontos de exclamação dominariam o tom de voz e o leitor já começaria a franzir as sobrancelhas pensando que algo de muito mal se passava com a personagem!
Os dentes dela já rangiam e nada estava no seu sítio pois ela tinha revirado tudo do avesso! Vidros partidos, papéis no chão, e o total caos urbano agora dominavam o cenário!
Tudo apenas iria piorar a cada mórbida palavra que passava imensamente rápido, como se tivesse medo de perder o barco para o purgatório! Os meus dedos já escreveriam com tanta força que encravariam algumas teclas! Quem me visse a escrever, neste momento, pensaria que eu não passaria mais do que um louco, doido enrraivecido, e quem lesse já consideraria em fechar a página! Tudo apenas piorava e piorava até atingir o autêntico clímax do texto!!...e aí tudo voltava a acalmar...
Tinha-se dado uma autêntica inspiração, seguida, neste momento, de uma expiração muito calma e demorada. Tratava-se exactamente do dobro da inspiração.
Agora a personagem daria-se conta de que o que se passa não é assim tão mau...e existe uma solução para tudo...basta usar a cabeça...com calma...e ter esperança!
Agora, o texto pareceria mais normal ao leitor, havendo vírgulas devidamente colocadas e a pontuação que existisse apenas exprimiria positivismo. Tudo estava calmo e, novamente, os pássaros cantavam no lado de fora deta bonança imensa!
E no fim apenas haveria lugar para uma breve conclusão...onde as reticências tudo dissessem...sem nada dizerem...
sexta-feira, 8 de setembro de 2006
Eu, Em 6 Pontos
Peço desculpa pela falta de textos, mas foi-me difícil ultrapassar o último. Pode-se dizer que, pela primeira vez, encontrei um obstáculo mental, um bloqueio até, que quase me impediu de continuar a escrever aqui. Até pensei em mudar de blog!
Mas, como prometi a alguém que nunca abandonaria este cantinho, vou voltar a escrever agora, graças à minha querida tia que me desafiou a falar sobre mim em 6 "items", e com isso deu-me tema!
1 - Sou perfeccionista para comigo mesmo, e isto aplica-se a tudo o que eu faço; seja teatro, escrita, desporto ou outra coisa qualquer que eu produza, raramente chego a gostar e repito a mesma coisa dezenas de vezes até sair, mais ou menos, como quero. De todos os textos que já escrevi apenas gostei de três, só para vocês terem uma ideia! E, adjacente a esta minha elevada "auto-exigência", quando trabalho com outras pessoas também exijo o melhor delas. Porque não vale a pena fazermos algo sem darmos tudo de nós...se apenas nos esforçarmos a metade da nossa capacidade nunca que sairá nada de jeito! Por isso, compreendo que às vezes colegas de trabalho meus se stressem comigo um pouco, mas é esta a minha filosofia de vida!
2 - Estou sempre bem e a sorrir, aconteça o que acontecer! Percebo que "vida só há uma"; então para quê passarmos por ela com as sobrancelhas franzidas? Prefiro vivê-la de sorriso na boca! Além disso são precisos mais músculos para franzir as sobrancelhas do que para sorrir! E uma boa gargalhada é um óptimo exercício já que nos exercita não só os músculos da cara, eliminando rugas na testa, como ao rirmos a bom rir é como se fizéssemos uns 10 abdominais!
3 - Sou fascinado pelos fenómenos da sociedade, como política, religião, racismo e, principalmente, as atitudes da adolescência! Talvez porque esteja a passar pela mesma. Mas adoro observar isto tudo e para o fazer prefiro fazê-lo dum ângulo "de fora", ou seja, não sou religioso, não tenho partido e, obviamente (já que possuo inteligência), não sou racista! Apenas gosto de observar estas atitudes e tentar compreendê-las de todos os pontos de vista possíveis e criar uma opinião sobre tudo. (pancas...)
4 - Adoro debates! Adoro discussão de ideias e de opiniões! Na escola, quando os fazemos, eu, literalmente, nunca me calo e, entusiasmo-me tanto, que quando a 'stora' decide continuar para o próximo tema ainda estou eu a ter uma epifânia sobre o tema anterior!
5 - Defendo os meus amigos com unhas e dentes! A amizade para mim é tão importante na minha vida como água, e sem eles eu não sei onde estaria agora. Felizmente, tenho imensos bons amigos. Mesmo bons, em quem posso confiar de olhos fechados e de coração aberto. Amigos com os quais já partilhei experiências de vida que nunca esquecerei, e amigos tão importantes para mim que falarei deles aos meus filhos e aos meus netos!
6 - Neste último ponto surgiram-me dezenas de ideias que me imploraram para que eu as pusesse aqui...Mas vou pôr a forma como eu me entendo a mim mesmo:
Entendo-me como uma pessoa um pouco confusa...que exige tanto de si próprio que às vezes torna-se estupidificante, tanta procura pela perfeição, já que ela não existe neste mundo por onde vagueamos!
Entendo-me como uma pessoa apaixonada pela vida, de uma forma intensa, e por isso quero aproveitá-la ao segundo!
Entendo-me como alguém que sabe o que quer, e que valoriza o que já tem mas ainda busca o que quer ter! E essa busca é feita com toda a intensidade que lhe consigo empregar, já que fujo daquilo a que chamo "vidinha"! Tento a todos os custos escapar dessa ideia errada que se pode viver sem arriscar em nada! Isso não é viver, isso é "existir"!
Entendo-me como uma pessoa educada, e sobretudo observadora! Consigo perceber imensas coisas sobre a personalidade de alguém pelo seu olhar; olhando essa pessoa directamente nos olhos, consigo perceber bastantes coisas!
E por fim entendo-me como alguém que é como é, bom ou mau, graças à família! Por isso dou o valor que dou à minha! Se não fosse por ela eu seria de uma forma diferente e , muito sinceramente, gosto da forma como sou e se me perguntarem se eu mudaria algo em mim eu responderei que não, não por vaidade, mas apenas porque...habituei-me aos meus defeitos e aprecio as qualidades que, felizmente possuo!
Bónus:
7 - Odeio falar de mim mesmo!
E agora está na altura de fazer vítimas! Os meus reféns serão: Tiago (a.k.a James, a.k.a Cláudio Pergaminho) do http://umseradois.blogspot.com/; Afonsinetes, do http://pisaropalco.blogs.sapo.pt/ e http://otherplaceofmind.blogs.sapo.pt/ e Catarina do http://acredite-comigo.blogspot.com/. Se quiserem enviem por mail para o ricky_ricardo_f@hotmail.com
Mas, como prometi a alguém que nunca abandonaria este cantinho, vou voltar a escrever agora, graças à minha querida tia que me desafiou a falar sobre mim em 6 "items", e com isso deu-me tema!
1 - Sou perfeccionista para comigo mesmo, e isto aplica-se a tudo o que eu faço; seja teatro, escrita, desporto ou outra coisa qualquer que eu produza, raramente chego a gostar e repito a mesma coisa dezenas de vezes até sair, mais ou menos, como quero. De todos os textos que já escrevi apenas gostei de três, só para vocês terem uma ideia! E, adjacente a esta minha elevada "auto-exigência", quando trabalho com outras pessoas também exijo o melhor delas. Porque não vale a pena fazermos algo sem darmos tudo de nós...se apenas nos esforçarmos a metade da nossa capacidade nunca que sairá nada de jeito! Por isso, compreendo que às vezes colegas de trabalho meus se stressem comigo um pouco, mas é esta a minha filosofia de vida!
2 - Estou sempre bem e a sorrir, aconteça o que acontecer! Percebo que "vida só há uma"; então para quê passarmos por ela com as sobrancelhas franzidas? Prefiro vivê-la de sorriso na boca! Além disso são precisos mais músculos para franzir as sobrancelhas do que para sorrir! E uma boa gargalhada é um óptimo exercício já que nos exercita não só os músculos da cara, eliminando rugas na testa, como ao rirmos a bom rir é como se fizéssemos uns 10 abdominais!
3 - Sou fascinado pelos fenómenos da sociedade, como política, religião, racismo e, principalmente, as atitudes da adolescência! Talvez porque esteja a passar pela mesma. Mas adoro observar isto tudo e para o fazer prefiro fazê-lo dum ângulo "de fora", ou seja, não sou religioso, não tenho partido e, obviamente (já que possuo inteligência), não sou racista! Apenas gosto de observar estas atitudes e tentar compreendê-las de todos os pontos de vista possíveis e criar uma opinião sobre tudo. (pancas...)
4 - Adoro debates! Adoro discussão de ideias e de opiniões! Na escola, quando os fazemos, eu, literalmente, nunca me calo e, entusiasmo-me tanto, que quando a 'stora' decide continuar para o próximo tema ainda estou eu a ter uma epifânia sobre o tema anterior!
5 - Defendo os meus amigos com unhas e dentes! A amizade para mim é tão importante na minha vida como água, e sem eles eu não sei onde estaria agora. Felizmente, tenho imensos bons amigos. Mesmo bons, em quem posso confiar de olhos fechados e de coração aberto. Amigos com os quais já partilhei experiências de vida que nunca esquecerei, e amigos tão importantes para mim que falarei deles aos meus filhos e aos meus netos!
6 - Neste último ponto surgiram-me dezenas de ideias que me imploraram para que eu as pusesse aqui...Mas vou pôr a forma como eu me entendo a mim mesmo:
Entendo-me como uma pessoa um pouco confusa...que exige tanto de si próprio que às vezes torna-se estupidificante, tanta procura pela perfeição, já que ela não existe neste mundo por onde vagueamos!
Entendo-me como uma pessoa apaixonada pela vida, de uma forma intensa, e por isso quero aproveitá-la ao segundo!
Entendo-me como alguém que sabe o que quer, e que valoriza o que já tem mas ainda busca o que quer ter! E essa busca é feita com toda a intensidade que lhe consigo empregar, já que fujo daquilo a que chamo "vidinha"! Tento a todos os custos escapar dessa ideia errada que se pode viver sem arriscar em nada! Isso não é viver, isso é "existir"!
Entendo-me como uma pessoa educada, e sobretudo observadora! Consigo perceber imensas coisas sobre a personalidade de alguém pelo seu olhar; olhando essa pessoa directamente nos olhos, consigo perceber bastantes coisas!
E por fim entendo-me como alguém que é como é, bom ou mau, graças à família! Por isso dou o valor que dou à minha! Se não fosse por ela eu seria de uma forma diferente e , muito sinceramente, gosto da forma como sou e se me perguntarem se eu mudaria algo em mim eu responderei que não, não por vaidade, mas apenas porque...habituei-me aos meus defeitos e aprecio as qualidades que, felizmente possuo!
Bónus:
7 - Odeio falar de mim mesmo!
E agora está na altura de fazer vítimas! Os meus reféns serão: Tiago (a.k.a James, a.k.a Cláudio Pergaminho) do http://umseradois.blogspot.com/; Afonsinetes, do http://pisaropalco.blogs.sapo.pt/ e http://otherplaceofmind.blogs.sapo.pt/ e Catarina do http://acredite-comigo.blogspot.com/. Se quiserem enviem por mail para o ricky_ricardo_f@hotmail.com
sábado, 26 de agosto de 2006
"A Minha Avozinha Tem Cá Uma Paciência!"
Era o que costumava dizer, sempre que me perguntavam de ti! "Ai...a minha avozinha tem cá uma paciência"..dizia eu na minha voz de criança. Com isto eu queria dizer que tu aturavas as minhas brincadeiras de miúdo: brincavas comigo à apanhada, às escondidas e às "pistolas" pela casa, mesmo com toda essa sabedoria em cima de ti, tu lá corrias de vez em quando...
Tu aturavas as minhas pistas de carros que eu construía na sala, aproveitando os traços do tapete! Pegava numas dezenas de carrinhos e espalhava-os pela sala! Ficava tudo "de pantanas", como dizias tantas vezes...Mas mesmo assim, sentavas-te num dos sofás, perto de um candeeiro, e punhas-te a coser enquanto olhavas para mim, com um sorriso nos teus lábios!
Aturavas-me mesmo quando jogávamos às cartas e eu fazia batota! E até me aturavas quando eu fazia a "festa" com as cartas! O que consistia em pegar no baralho e espalhá-las por tudo quanto era sítio! Aí sim, tudo ficava de pantanas!
Conseguias aturar-me mesmo quando tinha acessos de estupidez e, assim do nada, decidia que já não queria ficar mais em tua casa pelos dias combinados e que tinha de voltar logo para minha casa! Mesmo assim, tu acatavas o meu pedido e telefonavas para os meus pais, sempre com um olhar doce para mim.
Ainda me lembro de uma noite, em que eu fiquei doente não me lembro porquê. Eu estava mesmo mal dos intestinos! Não me aguentava de dores, e é de admirar como é que o caminho para a casa de banho ainda não estava esgotado! Mas tu, pegaste em toda a tua sabedoria e, apenas com um pouco de azeite e com movimentos circulares com a tua suave mão na minha barriga; apenas assim, conseguiste acalmar-me e então adormeci, mesmo antes de os meus pais chegarem para me levarem! Assim conseguiste que as dores terríveis dessem lugar a um sono tranquilizador!
Faltas-me tu...falta-me aquela casa pitoresca...aquela varanda onde, em dias de Verão calorentos, eu me punha, juntamente com uma espreguiçadeira, uma televisão e uma ventoínha! Falta-me o chão daquela varanda, que era eu que costumava lavar...quase sempre duas vezes, para ter a certeza que ficava bem limpinho para ti! Falta-me a tua comida...tudo o que fazias era delicioso! Uma autêntica delícia de um chefe francês...qual quê?! Muito melhor que isso! Eu até dizia que devias ter aberto um restaurante! Eu pagaria qualquer quantia para comer o que tu fazias com as tuas mãos! E eu às vezes ajudava!
Principalmente nos rissóis e no puré. Era sempre eu que o fazia; tu cozias as batatas e preparavas-me o "equipamento" todo. E lá ia eu, todo contente, fazer o puré...depois metia numa panela juntamente com leite....depois manteiga...e depois umas quantas pitadas de sal e pimenta, segundo o teu apurado paladar! Os rissóis tinha de ser com a tua ajuda...eu tinha medo de os estragar! Mas lembro-me de um dia que fui eu que os fiz todos! Tu estavas cansada...
Quando passava aqueles dias contigo renovava-me! Ali, tudo o que há de bom em mim vinha ao de cima, multiplicado! Eu fazia questão de te ajudar em tudo com imenso prazer! E era mesmo com prazer!
Na tua companhia, todas as frustações do dia-a-dia esvaneciam no ar e quando voltava para casa sentia-me leve....sentia-me bem.
Por isso é que quando partiste eu fiquei literalmente perdido! Sem rumo! Mais do que isso...sem um porto seguro onde atracar de vez em quando. Perdi aquele lugarzinho onde eu me renovava...perdi aquela pessoa com quem eu me soltava por completo! Com quem eu brincava...cozinhava...a quem eu até tentei ensinar Inglês!
Hoje em dia ainda me sinto algo vazio...já passou algum tempo, mas ele está a demorar a preencher o vazio que deixaste...nunca será completo na sua totalidade...eu sei disso...mas...ainda dói quando toco...
Mas, agora a escrever este texto; juntamente com as lágrimas que estão à beirinha dos meus olhos, ansiosas por saírem; tenho um sorriso nos meus lábios, enquanto recordo todas estas coisas!
Compreendo que...quando o assunto és tu...apenas existem boas recordações! Até quando eu decidi fazer magia com a minha "chucha" e a atirei para trás do móvel apenas para ser encontrada muitos anos depois...até isto recordo com um sorriso de orelha a orelha!
Eu amo-te, e para sempre te vou amar Avó! Espero que te orgulhes de mim em tudo o que eu faça com a minha vida! E acredita que tentarei ser sempre aquele menino que era quando ia a tua casa passar três dias contigo! Tentarei dar sempre o melhor de mim..em tudo e para todos!
"A palavra 'saudade' só existe em português, mas nunca faltam nomes quando o assunto é ausência" e eu tenho muitas saudades tuas "Avó Longe"...Piedade!
Tu aturavas as minhas pistas de carros que eu construía na sala, aproveitando os traços do tapete! Pegava numas dezenas de carrinhos e espalhava-os pela sala! Ficava tudo "de pantanas", como dizias tantas vezes...Mas mesmo assim, sentavas-te num dos sofás, perto de um candeeiro, e punhas-te a coser enquanto olhavas para mim, com um sorriso nos teus lábios!
Aturavas-me mesmo quando jogávamos às cartas e eu fazia batota! E até me aturavas quando eu fazia a "festa" com as cartas! O que consistia em pegar no baralho e espalhá-las por tudo quanto era sítio! Aí sim, tudo ficava de pantanas!
Conseguias aturar-me mesmo quando tinha acessos de estupidez e, assim do nada, decidia que já não queria ficar mais em tua casa pelos dias combinados e que tinha de voltar logo para minha casa! Mesmo assim, tu acatavas o meu pedido e telefonavas para os meus pais, sempre com um olhar doce para mim.
Ainda me lembro de uma noite, em que eu fiquei doente não me lembro porquê. Eu estava mesmo mal dos intestinos! Não me aguentava de dores, e é de admirar como é que o caminho para a casa de banho ainda não estava esgotado! Mas tu, pegaste em toda a tua sabedoria e, apenas com um pouco de azeite e com movimentos circulares com a tua suave mão na minha barriga; apenas assim, conseguiste acalmar-me e então adormeci, mesmo antes de os meus pais chegarem para me levarem! Assim conseguiste que as dores terríveis dessem lugar a um sono tranquilizador!
Faltas-me tu...falta-me aquela casa pitoresca...aquela varanda onde, em dias de Verão calorentos, eu me punha, juntamente com uma espreguiçadeira, uma televisão e uma ventoínha! Falta-me o chão daquela varanda, que era eu que costumava lavar...quase sempre duas vezes, para ter a certeza que ficava bem limpinho para ti! Falta-me a tua comida...tudo o que fazias era delicioso! Uma autêntica delícia de um chefe francês...qual quê?! Muito melhor que isso! Eu até dizia que devias ter aberto um restaurante! Eu pagaria qualquer quantia para comer o que tu fazias com as tuas mãos! E eu às vezes ajudava!
Principalmente nos rissóis e no puré. Era sempre eu que o fazia; tu cozias as batatas e preparavas-me o "equipamento" todo. E lá ia eu, todo contente, fazer o puré...depois metia numa panela juntamente com leite....depois manteiga...e depois umas quantas pitadas de sal e pimenta, segundo o teu apurado paladar! Os rissóis tinha de ser com a tua ajuda...eu tinha medo de os estragar! Mas lembro-me de um dia que fui eu que os fiz todos! Tu estavas cansada...
Quando passava aqueles dias contigo renovava-me! Ali, tudo o que há de bom em mim vinha ao de cima, multiplicado! Eu fazia questão de te ajudar em tudo com imenso prazer! E era mesmo com prazer!
Na tua companhia, todas as frustações do dia-a-dia esvaneciam no ar e quando voltava para casa sentia-me leve....sentia-me bem.
Por isso é que quando partiste eu fiquei literalmente perdido! Sem rumo! Mais do que isso...sem um porto seguro onde atracar de vez em quando. Perdi aquele lugarzinho onde eu me renovava...perdi aquela pessoa com quem eu me soltava por completo! Com quem eu brincava...cozinhava...a quem eu até tentei ensinar Inglês!
Hoje em dia ainda me sinto algo vazio...já passou algum tempo, mas ele está a demorar a preencher o vazio que deixaste...nunca será completo na sua totalidade...eu sei disso...mas...ainda dói quando toco...
Mas, agora a escrever este texto; juntamente com as lágrimas que estão à beirinha dos meus olhos, ansiosas por saírem; tenho um sorriso nos meus lábios, enquanto recordo todas estas coisas!
Compreendo que...quando o assunto és tu...apenas existem boas recordações! Até quando eu decidi fazer magia com a minha "chucha" e a atirei para trás do móvel apenas para ser encontrada muitos anos depois...até isto recordo com um sorriso de orelha a orelha!
Eu amo-te, e para sempre te vou amar Avó! Espero que te orgulhes de mim em tudo o que eu faça com a minha vida! E acredita que tentarei ser sempre aquele menino que era quando ia a tua casa passar três dias contigo! Tentarei dar sempre o melhor de mim..em tudo e para todos!
"A palavra 'saudade' só existe em português, mas nunca faltam nomes quando o assunto é ausência" e eu tenho muitas saudades tuas "Avó Longe"...Piedade!
quarta-feira, 23 de agosto de 2006
Onde Andaste Tu?
Uma fotocópia! Alguém que vive da mesma forma que eu vivo e por isso me encanta!
Com tanto bom humor é capaz de iluminar o escuro como o bréu, apenas com um sorriso! Com aquele seu olhar, hipnotiza o mais experiente dos ilusionistas! Sem sequer baloiçar nenhuma bugiganga...apenas lhe bastam os seus próprios olhos! Com a sua forma de ser...de estar...ela é capaz de tornar um dia do mais nublado possível, num daqueles dias de Agosto, radiantes!
Bastou-me um sorriso dela para o meu mundo abanar! Bastou-me um olhar dela para todas as minhas bases de sustentação estremecerem! E, numa tarde de conversa, percebi que todas as minhas defesas eram inúteis! Tudo aquilo que eu tinha decidido como bom para mim...estava tudo errado! Estava tudo de pernas para o ar...ou será que foste tu que assim me puseste?
Foi como se me tivesses tirado o tapete debaixo dos pés e eu tivesse espetado a minha cabeça, directamente, no chão! Como se tivesse levado uma "injecção de paixão" que, rapidamente se propagou pelo meu sistema imunitário, qual veneno de cobra! Não que esteja a dizer que o meu sentimento por ti seja "veneno", mas que se propagou rapidamente pelo meu sistema imunitário? Ah, isso sim!
Em poucos dias as minhas defesas baixaram completamente...toda a memória de feridas passadas se apagou...elas sararam em poucos minutos e o meu coração...aquele que eu tinha jurado como morto, fechado para sempre, qual túmulo de um distinto faraó...esse, abriu-se novamente...
Libertei-me de antigos pesadelos, que deram lugar ao sonho que estou prestes a viver!
Acabaram-se os minutos de total desespero, acompanhados por lágrimas, antes de adormecer! Sentia-me tão vazio!
Sempre me considerei teimoso e forte, emocionalmente falando...mas...quando tu apareceste, essa força toda deu lugar a duas faces bem coradas e um espírito de menino...
Aquela segurança toda, da qual tanto me orgulhava, foi-se...juntamente com o orgulho! Tinha eu prometido, jurado até, que seria nunca mais, a altura em que me enamoraria outra vez! Que tolo que tinha sido...que sempre fui!
Esse "juramento" estupidificante e absolutamente ridículo, foi rapidamente posto de parte, excluído mesmo, pela tarde que passámos juntos! Na tarde não...no micro-segundo em que pus, pela primeira vez, a minha vista em ti...nessa pequena divisão do tempo apercebi-me que tal estava para acontecer!
Estava na cara que, mais tarde ou mais cedo, algo como isto aconteceria! Porque...porque...
Faltam-me as palavras para a descrever já que há tanta coisa para dizer que elas atropelam-se antes de saírem pelas pontas dos meus dedos!
Vá...vamos a ter calma: ela é "intelinita"...é...tem...uma forma de viver a vida linda! Ela é linda! Ela...tanto o interior como o exterior! Claro que o interior conta muito mais mas o exterior também aj...AH!
Vês o que acontece quando tento descrever-te? Entendes que, pela primeira vez (logo a mim...com tanto, suposto, jeito que tenho para as palavras), elas me falham! Elas, as palavras, falham-me quando te descrevo porque existe tanta coisa que gosto em ti, que a única palavra que me ocorre é mesmo "tudo"!
Em ti, tudo me encanta! Tudo é belo, formoso, lindo e bonito! Tudo se combina e mistura de uma forma tão perfeita! És a perfeita mistura entre alcoól e sumo de uvas, geradora num vinho fabuloso! És a perfeita combinação entre inteligência e ingenuidade, dando na pessoa mais bonita que conheço!
Bonita, porque sinto que já te vi o coração! A tua transparência maravilhosa concedeu-me permição de dar uma espreitadela para o teu enorme coração! Repleto de bondade e a transbordar de paixão pela vida!
Eu vou-me calar agora, não que já tenha dito tudo! Não! Muito mais tenho eu, aqui trancafiado a sete chaves, dentro da minha modesta mente! Muito mais quero eu dizer-te, com os lábios bem encostados ao teu ouvido! Mil e uma palavras tenho eu para condensar em duas apenas! Numa frase, demonstradora de tudo o que alguma vez te direi!
Para ti =) Acho que sempre o foi... Onde andaste tu? *
Com tanto bom humor é capaz de iluminar o escuro como o bréu, apenas com um sorriso! Com aquele seu olhar, hipnotiza o mais experiente dos ilusionistas! Sem sequer baloiçar nenhuma bugiganga...apenas lhe bastam os seus próprios olhos! Com a sua forma de ser...de estar...ela é capaz de tornar um dia do mais nublado possível, num daqueles dias de Agosto, radiantes!
Bastou-me um sorriso dela para o meu mundo abanar! Bastou-me um olhar dela para todas as minhas bases de sustentação estremecerem! E, numa tarde de conversa, percebi que todas as minhas defesas eram inúteis! Tudo aquilo que eu tinha decidido como bom para mim...estava tudo errado! Estava tudo de pernas para o ar...ou será que foste tu que assim me puseste?
Foi como se me tivesses tirado o tapete debaixo dos pés e eu tivesse espetado a minha cabeça, directamente, no chão! Como se tivesse levado uma "injecção de paixão" que, rapidamente se propagou pelo meu sistema imunitário, qual veneno de cobra! Não que esteja a dizer que o meu sentimento por ti seja "veneno", mas que se propagou rapidamente pelo meu sistema imunitário? Ah, isso sim!
Em poucos dias as minhas defesas baixaram completamente...toda a memória de feridas passadas se apagou...elas sararam em poucos minutos e o meu coração...aquele que eu tinha jurado como morto, fechado para sempre, qual túmulo de um distinto faraó...esse, abriu-se novamente...
Libertei-me de antigos pesadelos, que deram lugar ao sonho que estou prestes a viver!
Acabaram-se os minutos de total desespero, acompanhados por lágrimas, antes de adormecer! Sentia-me tão vazio!
Sempre me considerei teimoso e forte, emocionalmente falando...mas...quando tu apareceste, essa força toda deu lugar a duas faces bem coradas e um espírito de menino...
Aquela segurança toda, da qual tanto me orgulhava, foi-se...juntamente com o orgulho! Tinha eu prometido, jurado até, que seria nunca mais, a altura em que me enamoraria outra vez! Que tolo que tinha sido...que sempre fui!
Esse "juramento" estupidificante e absolutamente ridículo, foi rapidamente posto de parte, excluído mesmo, pela tarde que passámos juntos! Na tarde não...no micro-segundo em que pus, pela primeira vez, a minha vista em ti...nessa pequena divisão do tempo apercebi-me que tal estava para acontecer!
Estava na cara que, mais tarde ou mais cedo, algo como isto aconteceria! Porque...porque...
Faltam-me as palavras para a descrever já que há tanta coisa para dizer que elas atropelam-se antes de saírem pelas pontas dos meus dedos!
Vá...vamos a ter calma: ela é "intelinita"...é...tem...uma forma de viver a vida linda! Ela é linda! Ela...tanto o interior como o exterior! Claro que o interior conta muito mais mas o exterior também aj...AH!
Vês o que acontece quando tento descrever-te? Entendes que, pela primeira vez (logo a mim...com tanto, suposto, jeito que tenho para as palavras), elas me falham! Elas, as palavras, falham-me quando te descrevo porque existe tanta coisa que gosto em ti, que a única palavra que me ocorre é mesmo "tudo"!
Em ti, tudo me encanta! Tudo é belo, formoso, lindo e bonito! Tudo se combina e mistura de uma forma tão perfeita! És a perfeita mistura entre alcoól e sumo de uvas, geradora num vinho fabuloso! És a perfeita combinação entre inteligência e ingenuidade, dando na pessoa mais bonita que conheço!
Bonita, porque sinto que já te vi o coração! A tua transparência maravilhosa concedeu-me permição de dar uma espreitadela para o teu enorme coração! Repleto de bondade e a transbordar de paixão pela vida!
Eu vou-me calar agora, não que já tenha dito tudo! Não! Muito mais tenho eu, aqui trancafiado a sete chaves, dentro da minha modesta mente! Muito mais quero eu dizer-te, com os lábios bem encostados ao teu ouvido! Mil e uma palavras tenho eu para condensar em duas apenas! Numa frase, demonstradora de tudo o que alguma vez te direi!
Para ti =) Acho que sempre o foi... Onde andaste tu? *
domingo, 20 de agosto de 2006
O Encontro (continuação)
Depois de dançarmos durante umas horas que me pareceram minutos, dirigimo-nos para tua casa. Foste tu quem deu a ideia, acompanhada por um pequeno sorriso a querer florescer nesse teu belo rosto! Assim foi...fomos para tua casa: um apartamento no meio da cidade, algo pitoresco, coberto de verde das heras e outras plantas que se agarraram a ele com o passar do tempo...Agarrar-me-ei eu também? Á porta de tua casa, antes de a abrires mas já depois de a teres destrancado viras-te para mim; as tuas bochechas estão rosadas, e o teu olhar vidrado com desejo! Viras-te para mim e roubas-me um beijo forte, tão forte que nos aleijamos um pouco mas nada poderá estragar aquele beijo...profundo e apaixonado! O beijo dura uns quantos minutos, seguido de umas quantas réplicas...direi que foi um autêntico 8 ou mesmo 9 na escala de Richter... Entramos, finalmente, em tua casa: está muitíssimo bem decorada; uma das coisas que me atraíu a ti foi o teu bom gosto; é pequena mas confortável o suficiente para dois..começo logo a fazer planos para o futuro...É muito aconchegante, e quente...não sei se do mau isolamento ou se do clima que arrastámos connosco! Toco-te na face com a palma da minha mão...está quente, quase a ferver! Noutra ocasião diria que tinhas febre, mas ali era totalmente explicável, até porque eu também me sentia a ferver por dentro... Depois de uns quantos beijos atabalhoados por estarmos a andar ao mesmo tempo, partimos uns quantos vasos e candeeiros, mas isso não importa: agora apenas nos queremos um ao outro, ali, naquela altura, naquele local...de uma forma ou de outra! Levas-me para o teu quarto...lá reside todo o tipo de arte, muita dela de tua autoria: lá está a tua viola, com a qual fazes inveja aos anjos...lá co-habitam contigo uns quantos quadros, pintados por ti...não percebo muito de arte mas gosto da tua...agressiva nas cores e suave nos traços...lembras-me tu...lembra-me o teu corpo...que dislumbro agora tal como ele veio ao mundo...vejo-o na sua perfeita natureza, sem nenhum tipo de cobertura, excepto a tua pele doce e delicada. Paramos por um momento com o nosso frenesim, patrocinado pelo desejo e pela paixão! Olhamo-nos, na nossa total nudez...eu entendo agora que estou diante de um autêntico anjo, que inferniza a minha cabeça todos os dias! Mas que beldade! Dela emana uma aura de tamanha beleza que ela carrega aos ombros...ela é linda em todos os pormenores do seu corpo optimamente torneado, e da sua cara....o seu rosto é digno de uma estátua grega de tão proporcional em todos os traços que é! Apercebo-me neste instante que, quase de certeza, sou o homem mais sortudo do mundo! Depois destes minutos voltamo-nos a beijar apaixonadamente, enquanto entrelaçamos as pernas um no outro...ambos nos desejamos! Amanhece...abro os olhos e sinto-me cansado...todo o corpo está dorido da noite de ontem! Tanta paixão e desejo que impestava aquele quarto que deixaste-me umas quantas marcas, não só sentimentais, como físicas...as tuas unhas cravaram nas minhas costas...mas só agora noto isso... Olho para o lado...e surpreendo-me...não porque não estejas lá...estás...mas se já me impressionei ao dislumbrar o teu corpo desnudo...impressiono-me muito mais agora ao olhar-te enquanto dormes...com um leve sorriso nos lábios, mostras a maior paz e tranquilidade que eu alguma vez já vi! Dormes o sono dos justos, de verdade! Permaneço a próxima meia hora de olhos fixos no teu doce rosto...impávido e sereno enquanto dorme...E apenas consigo pensar que foste minha esta noite...e de certo serás minha por muitas mais! Uma pergunta arrebata-me: Será que és tu? A "tal" para mim?
sábado, 12 de agosto de 2006
Irlanda, Aqui Vou Eu!
No dia 14 de Agosto deste mesmo ano, eu vou andar de avião! Pois é, finalmente irei mais longe do que Espanha, e visitarei, por 6 dias, a Irlanda.
Esta viagem ainda possui mais interesse pelo facto de ir com mais 15 filhas e filhos de empregados do Banco de Portugal, local onde o meu velho trabalha.
O Banco de Portugal possui várias actividades para jovens, desde desporto até colónias de férias e viagens a outros países.
Como, muito oportunamente, irei possuir a idade mínima necessária mesmo no dia anterior à viagem (faço 16 anos no dia 13, e voou dia 14) finalmente posso começar a participar nestas actividades!
Acho que será muito proveitosa porque entro em contacto com outras culturas, coisa que sempre me fascinou, para além de fazer novos amigos, coisa a que estou sempre disposto a fazer!
Portanto, irei parar a minha escrita neste site, novamente. Mas desta vez será por menos tempo, uns meros 6 dias!
Prometo fazer um relato desta viagem quando regressar. Confesso que a barriga já dá sinais de ansiedade pelas 5.30 da manhã do dia 14, hora do encontro no aeroporto com o resto dos viajantes (os outros 15, mais uma monitora e um chefe de departamento do Banco de Portugal).
Até ao meu regresso! Beijos e abraços =)
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