segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Ai Se Corre Bem!


Estive ainda há pouco com dois dos meus melhores amigos, o Ricky e a Marta, e calhou falarmos sobre muita, muita, muita coisa. Entre tanta coisa, falámos sobre um projecto em que estou envolvido, que terá existência daqui a umas semanas.
Se formos a ver bem, desde que entrei num mundo novo que é a ESMT, não tenho tido falhas de vida. É certo que ultimamente os meus amigos confrontam-me com a ideia de que eu possa, talvez, ter algum problema que esteja a fazer gastar neurónios, mas... Não se preocupem! Isto passa. Ainda há bocado não parávamos de rir, os três... E eu também como sou meio maluco, umas vezes posso estar a pender para um lado mais positivo da vida, o chamado "bright side of things", como não, por isso, não há problema.
Mas continuando com o facto de ter entrado na escola nova; se eu tivesse tido a má sorte de ter sido colocado noutra escola, não poderia ficar em contacto com uma grande parte das pessoas que estiveram comigo durante três anos (e mesmo assim está muita gente em falta, mas infelizmente, não podemos consertar isso...), conhecer boas pessoas da turma, a melhor e mais mediática professora da escola (inclusivé teve o Rui Costa como seu aluno!), não querendo inferiorizar, certamente, os outros professores, pois todos eles são bem humorados, e isto já não acontecia, ou se calhar nunca aconteceu, há que tempos! Não teria intenção de entrar pela primeira vez, para uma rádio, que tal como expliquei anteriormente, não aconteceu, mas não importou muito, pois consegui entrar no Grupo de Teatro Antígona, precisamente no dia memorável de 30 de Setembro de 2005.
E agora, entre os meus envolvimentos presentes com a Rádio, não da escola, mas da Rádio Comercial, rádio essa onde este blog vai a concurso e Teatro, só faltava Televisão e Cinema. Um destes últimos está próximo, graças a Deus por isso!

domingo, 29 de janeiro de 2006

Leve, Doce e Suave

Vi a neve cair, doce e suavemente, cada floco único, todos embrulhados num manto de frio. Pela primeira vez vi a neve a cair, como a vi hoje, calma e docemente, como uma princesa a deitar-se no seu leito de dormir.
Senti a neve a tocar-me, doce e levemente, ela agarrou-me pelo braço e deixou o seu manto de frio, aquecendo-me o coração. Vi campos a serem rodeados por pedaços de neve que caíam como folhas, leve e suavemente, ao sabor do vento, vento esse que me trouxe lágrimas aos olhos. Lágrimas de mera irritação ao vento frio, mas lágrimas por causa da beleza da paisagem que eu contemplava.
As pessoas à minha volta entraram em euforia, algumas nunca viram a neve, outras até estavam preocupadas por ser tão raro este acontecimento. Mas eu fiquei sereno, tanta beleza serenou o meu espírito inquieto, tanta beleza completou o meu coração. Ponho-me debaixo deste manto branco, e deixo-me ser absorvido por esta beleza, passo a fazer parte da paisagem que, com alguma sorte, se cobrirá de um manto de neve, branca, pura.
Cada vez mais, são me dadas provas de que nada é impossível, começo a encher-me de esperança para os tempos vindouros.
Aninho-me na cadeira junto ao calor da lareira, o programa mudou, em vez da televisão, passou a ser a queda de cada floco, o centro das atenções.
Sinto-me tão bem, tão feliz. Quero partilhar esta minha felicidade com cada floco que cai, suave, leve e docemente. Eles lembram-me a beleza do teu rosto, único de tão belo que é. A sua maneira de caírem, lembra-me a maneira que tens de olhar para mim, lembra-me a tua voz, lembra-me o teu toque; leve...doce...suave...

Esta Noite O Amor Chegou

Vê o que acontece
O quê?
E o que vem depois?
O quê?
Estes pombinhos vão-se apaixonar,
ficamos só nós dois
Oh!

Há troca de carícias,
há mágica no ar,
enquanto houver romance entre os dois
desastres vão chegar

Esta noite o amor chegou,
chegou para ficar
e tudo está em harmonia e paz
romance está no ar.

São tantas coisa a dizer,
mas como hei-de explicar,
o que me aconteceu? - não vou contar -
Senão vais-me deixar

O que é que ele esconde,
e não quer revelar?
Pois dentro dele um Rei existe,
mas que não quer mostrar.

Esta noite o amor chegou,
chegou para ficar
e tudo está em harmonia e paz
romance está no ar

Esta noite o amor chegou
e bem neste lugar
para os dois, cansados de esperar,
para se encontrar

Final feliz, escrito está,
que má situação

Sua liberdade está quase no fim

Domado está o leão!

Elton John & Tim Rice

sábado, 28 de janeiro de 2006

Abençoado

Hoje acordei e vi que estava uma manhã radiante, com o céu limpo e o sol brilhava bem alto no céu. Sorri e agradeci por este despertar magnífico.
Em seguida, logo depois de ter realmente acordado, pensei em ti, a sorrir para mim, e perguntei "Será que ela está a pensar em mim?". Sorri e agradeci este pensamento magnífico, que é a imagem de ti a sorrires.
Depois segui com o meu dia, feliz da vida, pensando em ti a cada 10 minutos que passavam. Sorri e agradeci esta insistência do pensamento em ti. Porque quando penso em ti sorrio, sinto-me sempre um pouco mais feliz.
Falei com outras pessoas com a maior das paciências, mesmo com aquelas pessoas que já perderam a sua, e que dizem coisas sem as sentirem. Sorri e agradeci esta paciência acrescida, graças ao meu sentimento.
Cheguei a este momento, em frente ao computador. Sorrio e agradeço esta súbita inspiração, em ti e graças a ti. Neste momento oiço uma música linda, que me inspira sentimentos bons.
Sorrio e agradeço esta felicidade que me invade o corpo, que me invade a mente, que me invade o coração e se junta ao sentimento que cresce por ti.

Sinto-me abençoado =)


Agora só me falta é a minha avozinha ao meu lado outra vez e tu, James, seres feliz também!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Paixão Renovada

Nascemos, choramos, surgem os primeiros dentes, brincamos, gatinhamos, aprendemos a andar, passamos a gostar de chocolates, iniciamos os estudos, crescemos, sentimos o desejo de amar... Alto!
Esta é toda uma sequência pela qual todos os seres humanos passam, já que são animais racionais. Existem algumas semelhanças entre os outros animais, só que, chegando à parte do sentimento de desejo e amor, os animais digamos que estam "programados" para acasalar. O verbo que descreve o que nós fazemos, é casar. Bastante diferente.
Lá estamos nós, jovens, sentados no banco habitual, a ver as miúdas passar. Verdade é que vemos sempre a mesma coisa, e possivelmente temos impulsos que não conseguimos controlar, que são do género "És grossa! ; Toda boa! ; Ai c'a ganda ...". Isto é pura e simplesmente "gozar", ou às vezes é mesmo sentido o desejo sexual. Talvez a culpa seja das mulheres, que nascem giras.
É isto que verdadeiramente queremos? Talvez não. Existiu a lei da oferta e da procura. Actualmente, há oferecidas (os) e desesperados (as). Dois tipos diferentes e ao mesmo tempo semelhantes. Porquê, pergunta você? É simples. Não vão a lado nenhum com isso. O que há a fazer, então? Viver, e esperar que aconteça. Já referi em textos anteriores que os amigos são fundamentais para gostarmos de estar cá. Mais uma vez, sublinho isso.
Mas não é que chega o dia? Sem sequer nos apercebermos, lá está. É a pessoa pela qual tanto esperámos! Todavia, não a vemos. Pode ser que ela nos veja a nós. Temos de aprender a gostar das pessoas às vezes. E gostamos, são nossos amigos.
O que nós procurávamos foi finalmente encontrado. Amor para a vida, alguém que, se for desperdiçado, sai de coração partido por um idiota, ou uma idiota. E tendo encontrado, por fim, essa pessoa, vamos ter uma união. É de um perfeito insensível expressar sentimentos que lhe ocorrem nos primeiros tempos, para depois de o brinquedo estar usado, não se querer brincar mais com ele. Passa a haver uma rotina. Usa-se, desusa-se.
Até nos casamentos mais felizes isto chega a acontecer. A pressão do trabalho afasta-nos da família. Temos uma mulher grávida que apoiamos até ao nascer do rebento, depois, ela que resolva o problema. Tenho muito trabalho a fazer, logo, tu também tens de trabalhar.
Não pensemos assim. Pensemos que a vida a dois não acabou, nem nunca acaba. Só há mais uma pessoa ou duas que tem as suas exigências, mas... De resto, continua tudo igual. Senão, façamos com que a paixão se renove. Deve ser único sentir que alguém constantemente se reapaixona pela pessoa com quem vive quase há décadas.
Devíamos fazê-lo, sim. E não, isto não é dirigido a ninguém em especial.

Hoje Em Dia

Hoje em dia ando no ar, ando nas nuvens, ando pela água. Hoje em dia consigo escalar à montanha mais alta, consigo enfrentar a tempestade mais tempestuosa, consigo nadar na maré mais revolta.
Hoje em dia sinto que consigo fazer isto e muito mais, tudo suportado pelo teu sentimento. Hoje em dia tornei-me em "alguém" já que "alguém" se interessa por mim.
Hoje em dia ando totalmente distraído, dando por mim a pensar em ti durante todo o dia, digo para mim mesmo "Concentra-te..." mas acabo por me concentrar em ti...
Hoje em dia sinto-me parvo, por alguma vez ter pensado em desistir de ti...o que eu estaria a perder, deixaria de poder mover montanhas, poder que às vezes dá jeito.
Hoje em dia sou a pessoa mais sortuda de todas, sinto-me constantemente feliz e mesmo que aparentemente deixe de sorrir por minutos, dentro de mim sorrio por todos os lados!
Hoje em dia a minha paciência foi triplicada, nada ou muito pouco me tira do sério, não vale a pena.
Hoje em dia, leio os meus textos antigos e sorriu, apetece-me voltar atrás no tempo e dizer a mim mesmo "Hey anima-te, ela tem sentimentos por ti!"
Hoje em dia deixei de ter medo do amanhã, pois sei que amanhã voltarei a estar contigo, hoje em dia apenas quero que o hoje passe rápido, para o amanhã chegar logo e eu te reencontrar.
Hoje em dia sinto-me nas nuvens mas com os pés bem assentes no chão, não quero sonhar em demasia, e depois correr o risco de isto tudo me passar ao lado.
Hoje em dia sinto que gosto de toda a gente, sorrio a qualquer pessoa com quem cruzo na rua, e descobri que qualquer pessoa responde com um sorriso, como eu era parvo quando dantes me cruzava com alguém sem lhe desejar um bom dia, ou sem lhe esboçar um sorriso.
Hoje em dia não existem hipérboles que descrevam este sentimento, já que deixariam de figurar como exageros!
Hoje em dia sou feliz, realizei o que escrevi atrás, "Quem me dera ser simplesmente feliz...", pois hoje em dia posso dizer que alguém me deu!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Teatro Antígona


Estava eu com o meu camarada Ricky, 6ª feira, 16 de Setembro de 2005, numa sala aspirante a trabalhos manuais, quando me deparo com um folheto laranja à minha frente. Este continha várias explicações, desde as condições de passagem de ano dos alunos do Secundário, duração dos períodos, interrupções para o Natal, Carnaval, etc. De entre essas informações todas, havia uma lista de Núcleos e Clubes da ESMT.
O Ricky avisou-me logo sobre um mais importante que todos os outros: Núcleo de Rádio. O inquérito que tínhamos à nossa frente relativo aos clubes, rapidamente se fez preenchido com essas mesmas palavras. Olhei as palavras "Teatro Antígona", mas não dei qualquer importância. Estupidez na altura, está claro.
Não nos fizemos rogados, e automaticamente abordámos o Director de Turma após ter dado a sua aula, pedindo informações sobre como nos havíamos de inscrever. Disse que ainda era muito cedo, e então esperámos.
Na semana seguinte, muito provavelmente, surgiu a aula de História pela primeira vez. A "s'tora" havia referido muito acerca do Teatro que ela coordenava (e coordena). O Teatro Antígona. Isso fez-me pensar... Ainda não a conhecia bem, e não é costume falar com os professores em privado, mas disse-lhe 2 dias depois de ter ponderado: «"S'tora", quero entrar para o grupo de Teatro!»
A Marta já estava a pensar em entrar, tinha sido a primeira a dizer-lhe que queria. Então decidi que, muito provavelmente, me arrependeria se não dissesse que queria ir. P'ra convencer o meu camarada, demorei-me tempos. «Preciso de pensar bem», dizia ele. Felizmente pensou bem, e acabou por ir.
A primeira 6ª feira de muitas outras inesquecíveis estava aí. Apertámos mãos com o Eliseu, e demos beijinhos às meninas, a Catarina, a Filipa, e acho que 'tava lá a Andreia, ou não. Seja como for, a transgressão de um espaço comum, rotinado e ofegante, para um espaço novo, diferente e calmo, foi fantástica! Sentia-se que conhecer pessoas novas, interagir com elas brincando, cantando e dançando fazia bem, mesmo muito bem!
A mistura entre o pessoal era fundamental, claro. Ainda hoje fazemos isso às pessoas mais recentes. Foram-se passando dias e dias, até chegarmos à sensação de nervosismo comum a todos. É único sentir nervosismo, até porque nos indica o quão bem a representação vai sair. E saiu, a estreia havia sido um sucesso, assim como a última representação, 15 dias depois.
E assim continuamos, os três, mais o pessoal (somos agora mais de 20, e temos alguns «retornados»), a conviver 1 vez por semana, no nosso cantinho habitual de 6ª feira à tarde.
Quanto ao núcleo de rádio, a ideia primeiramente escolhida por nós autores, acabou por ser esquecida, devido à lotação esgotada. Quer dizer, nós que tínhamos sido os primeiros, acabámos por ser os últimos. Fiquei triste, na altura. Mas hoje, já não o sinto na pele. Uma cicatriz que sarou bem depressa. Que efeito teve (ou melhor, tem) o teatro na minha pessoa? É exactamente isso, a pessoa. Sou melhor pessoa, agora. Um grande obrigado, do principiante que se sente eternamente grato aos jovens que já há anos que fazem aquilo, sempre com «muita m...»!!!