domingo, 8 de julho de 2007

Seres Culturais

Ora então, olá, viva a todos os assíduos, menos regulares e virginais leitores!

Este "comunicado" que vos faço é fruto de um enorme orgulho que brota da minha pessoa!

Ao longo dos anos, há incríveis mudanças que acontecem em todos nós, embora umas sejam mais negativas (como troca de saquinhos de chá com a marca "Erva Pura", desejos de manipulação da vida dos outros ou afastamento geral da população activa) e outras muito mais positivas (como o ingresso em actividades culturais que visam estimular o gosto, no indivíduo, pelas Belas-Artes).

E é pegando neste último e literal parêntesis que me sinto à vontade para poder dizer que essas mudanças em mim próprio se verificaram, para além de serem igualmente verificáveis em determinadas pessoas que me rodeiam.

No campo da Arte de Representação, no qual destacamos o ramo bilateral Expressão Dramática/Teatro, houve acontecimentos que marcarão toda uma vida! Num Grupo de Teatro, tudo e mais alguma coisa acontece. É, geralmente, nestas instituições que conhecemos muitas pessoas importantes no nosso quotidiano, já que é aí que se tornam nossas amigas. Trocam-se mails, trocam-se números de telemóvel, e cria-se uma densa rede de comunicações permanentes, que podem ter bastante boas repercussões e, quem sabe, se não mesmo aquelas que nunca imaginaríamos que fossem possíveis de acontecer!
Ao longo do nosso percurso, desenvolvemos várias áreas científico-físico-químicas como, por exemplo, a Voz, o Corpo e a Mente, através da Imaginação/Improvisação - "mente sã, corpo são". O resultado do trabalho é a apresentação de um espectáculo onde se evidenciem todas as aprendizagens adquiridas ao longo do tempo, com a aceitação estrondosa por parte do público...

O Cinema também dá que falar, quando, algures, somos reconhecidos por uma comunidade bastante alargada e vemos o nosso trabalho bastante apreciado.

A Música está cada vez mais a disparar na sua popularidade e êxito e, a isso, fazemos um brinde!

É bom saber que nos estamos a tornar cada vez mais em maiores e melhores seres culturais do que aquilo que éramos, ligados às Belas-Artes, como pessoas de olhos bonitos por comerem muitas cenourinhas.
Fica uma prova de êxito de cada uma das Artes aqui faladas: Teatro, Cinema e Música.


"A Comédia de Rubena", de Gil Vicente




"Auani"


"Querido Carlos Alberto", a curta-metragem dos alunos finalistas do curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema, do ano lectivo 2005/2006



Os Pontos Negros

O Novo EP foi lançado dia 07/07/07, às 22h, no Lounge Bar

sábado, 23 de junho de 2007

À Procura da Perdição Total, Ou...

Desamparado... Sinto-me perdido no meio de uma multidão imensa, repleta de pessoas com as suas vidas, os seus problemas, as suas catástrofes, as suas alegrias, os seus sonhos... 6 biliões de pessoas que se acotovelam neste ciclo cruel a que chamamos vida...a este ciclo irónico e fantástico que nós já damos por garantido.
A vida toda ela é mágica, é mística mesmo. Talvez seja por isso que eu não me atormento muito com as grandes perguntas sobre a vida... Até porque as explicações científicas são tacanhas demais...não me satisfazem... Não consigo acreditar que todo este ciclo tenha sido iniciado com um bang...e todo o resto seja apenas uma série de eventos que se sucederam, uns causa dos outros...e assim sucessivamente. É simples demais (não querendo estupidificar os cientistas), sem sentimentos adicionados à mistela...sem essas perturbações neste ciclo científico tão perfeito...sem eles tudo seria tão simples, racional e exacto. Quase matemático...
Se calhar é por isso que nunca gostei da matemática. Não gosto de o admitir, mas acho que sou um romântico sem salvação. Digo que não gosto de o admitir porque tenho pavor de cair no romantismo pateta: uma serenata desafinada, a uma donzela que se inclina de uma varanda, e o galã, vestido a rigor, de flores em punho, faz pela sua vida, faz pelo seu amor.
Mas dêem-me uma serenata cliché como essa, dêem-me aquele momento que antecede o primeiro beijo, aquele centímetro que separa os lábios de dois apaixonados que, pela primeira vez, estão prestes a contemplar a total felicidade, toda compartimentada num minuto ínfimo. Esse momento de perfeita harmonia entre dois seres humanos diferentes, ambos aquecidos pelo mesmo sentimento. E que sentimento...
É essa a causa da maioria do sofrimento humano...e é essa a ironia máxima da vida: pois não só causa o sofrimento, como o abafa numa rejubilação completa! Essa coisa a que chamamos amor, que ninguém conseguiu explicar ou definir concrectamente, nem um dicionário:
"do Lat. amore

s. m.,
viva afeição que nos impele para o objecto dos nossos desejos;
inclinação da alma e do coração;
objecto da nossa afeição;
paixão;
afecto;
inclinação exclusiva;

ant.,
graça, mercê.
com -: com muito gosto, com zelo;
fazer -: ter relações sexuais;

loc. prep.,
por - de: por causa de;
por - de Deus: por caridade;
ter - à pele: ser prudente, não arriscar a vida;
- captativo:vd. amor possessivo;
- conjugal: amor pelo qual as pessoas se unem pelas leis do matrimónio;
- oblativo: amor dedicado a outrem;
- platónico: intensa afeição que não inclui sentimentos carnais;
- possessivo: amor que leva a subjugar e monopolizar a pessoa que se ama; o m. q. amor captativo."

No entanto, e agora a ironia final apresenta-se ao fiel leitor da vida, ao fiel espectador deste drama cinematográfico em tempo real... No entanto, todos nós, sem qualquer excepção, nalguma altura da nossa vida, acabamos, eventualmente, por procurar este sentimento noutra pessoa. Mesmo sem o compreender, mesmo temendo-o por vezes, todo o ser humano, mais tarde ou mais cedo, quer se sentir impelido para o objecto dos seus desejos, anseia por essa inclinação da alma e do coração... Seja platónico ou puramente carnal, o ser humano, mesmo estando totalmente às escuras, lá vai palpeando o caminho por entre obstáculos ocultos até encontrar, depois de dar muitos trambolhões, a pessoa que se destaca numa multidão. Aquela uma pessoa que ilumina o ambiente duma sala. Aquele único ser vivo, que para o resto da maralha não passa de outro, mas para nós é aquele...E todos os outros passam para segundo plano. É aquele, ou aquela, que realmente interessam. E quando nos apercebemos que não podemos tocar na pele dela, acariciar cada curva da sua figura; quando a realidade nos prega uma valente estalada com a noção de não podermos passar horas e horas a falar sobre coisas pequeníssimas, só no intuito de ouvirmos a voz dela... Quando tal acontece mergulhamos num estado de total desespero. E mesmo nesse estado, há aquela luz dentro de nós, pois sabemos finalmente do que se trata, esta coisa do amor...
Portanto...todo o ser humano procura e deseja a sua perdição total, ou a perfeita inteireza da felicidade.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Algemado

Sinto-me como um toxicodependente. Sinto-me como um recluso. Sinto-me como um alcoólico. Sinto-me como um fumador. Sinto-me algemado.
Estou algemado. Penso que sou livre. Não sou. A liberdade é o ideal que mais prezo. Não me é nada mais do que uma utopia.
Tenho o coração a ferver. Ferve positivamente, mas também ferve negativamente. Sinto lágrimas de sangue a escorrer-me rosto abaixo. Sangue queimado, proveniente de defesas frágeis.
Sou fraco. Não tenho força física. Não tenho força emocional. Quero fugir!
Não posso. Não, ainda não. Mas quero. Só me abandono em sonhos. Aí, sinto-me etéreo. Na realidade, não sou.
A realidade torna-se um pesadelo. Não consigo escapar. Não consigo respirar.
Não respondo às minhas questões, não expresso a minha vontade, não posso deixar de admitir "coisas", não posso ripostar, não posso ser eu.
Pintam-me. Borram a pintura. Sinto-me picado, provocado. Não sou um borrão. Sou uma tela branca, salpicada de trevas.
Se sou salpicado, a minha tela torna-se vermelha.
Sinto-me irado. Sinto-me enervado. Sinto-me irritado. Sinto-me desaconchegado. Sinto-me bruto. Sinto-me estúpido. Sou de novo algemado. Sou de novo consumido... constantemente, frequentemente, ordinariamente... Sinto-me extraordinário, sem extra.
Não sei o que fazer. Desabafo, mas escondo. Solto "desabafos mudos". Oprimo, reprimo, censuro, retenho, contenho, detenho... -me.
Quero sair daqui. Quero partir. Não quero ir só. Mas quero deixar todos os outros. Sou mal-agradecido. No futuro, verei. Arrepender-me-ei... Será?! Não.
Estou algemado. Penso que sou livre. Não sou. A liberdade é o ideal que mais prezo. Não me é nada mais do que uma utopia.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Dualidades

É neste uníssono de destruição e vida, neste duo de ímpar e par, ying e yang, é que podemos crescer com bases sólidas…com uma personalidade forte, e completa… Sem vazios para preencher, pois o que se preenche tardiamente nunca encaixa muito bem.
É escusado eu resistir a mim mesmo…é escusado eu afastar-me de mim, pois é comigo que eu cresço, é assim que me fortaleço, enfraquecendo-me.
E mesmo que a “ele” me quisesse evadir, não obteria sucesso pois “ele” perseguir-me-ia para qualquer lado, e eu iria sabê-lo olhando um espelho! Pois o “ele” de que falo, sou, na realidade, eu… Quero dizer, é de facto uma versão minha, uma cópia algo maléfica, caindo no velho cliché de extremos que se tocam, opostos que se atraem!
Algures no tempo, tentei-lhe fugir das mãos, tentei escapar-me do poder que ele exerce sobre mim, apenas para chegar à conclusão que eu sem ele não passo dum cartucho vazio…de que eu sou mais ele do que sou eu… Não… Espera… Eu sou eu, e ele é cópia fraca, imagem que se desvanece, clone interior que pouco representa a minha personalidade! Pois a minha personalidade é um sítio escuro dentro de mim…bem dentro de mim, onde apenas eu sei chegar…ele não sabe o caminho…ele já se perdeu tantas vezes que decidiu criar o seu próprio espaço dentro de mim, sem consentimentos ou planeamentos! Apenas se apoderou de um pedaço de terreno baldio dentro do meu córtex e plantou-o: com sementes podres, impregnadas de sentimentos nefastos… embebidas em latim fétido, em emoções malignas, paixões consumidoras, amores impossíveis, homicidas!
Mas é ele que me expressa da forma mais clara; é através dele que eu consigo ser o que sou, sendo-o ele… Sempre o tive em mim, desconhecendo se fui eu que nasci primeiro ou ele…


(excerto de um trabalho em progresso)

segunda-feira, 21 de maio de 2007

"Auani"

Envoltos numa imensidão de branco, tanto que ofusca a vista, acercamo-nos todos, bem próximos uns dos outros, mesmo daqueles a que estamos habituados a olhar de longe. Num clima intimista, uns sons primitivos iniciam a sua dança no meio de nós...questionamo-nos todos: Que se passa? Que sons são estes? O que é que eles vão fazer? Eles, os que estão sentados numa roda branca ela também; eles, brancos todos eles, não estão a mais que um braço de distância, podemos tocá-los, podemos senti-los, sentir a respiração, o tremer, o cabelo, os dedos, as mãos... As mãos começaram a mexer... Caminham lentamente na direcção de um abraço...um abraço redondo, branco, tranquilo, quase infantil...relaxante de tal forma, que eles descansam a cabeça uns nos outros... Começamo-nos a sentir pacíficos também, naturais mesmo...crianças de novo. E é então que retomam a posição inicial e encontram prazer no chão...alcançam-no, e colhem uma pequena semente, semente fértil, símbolo da vida! Passeiam-na entre o céu e o coração, para voltarem à mãe, à natureza.
Mais tarde, passam a tecer uns fios no meio da roda, brancos também eles. E é aí que entoam a canção: "Auani kuni auani, au au au bistana saia, auani bistini". É linda, é simples, é básica esta canção, e as vozes deles todas juntas, ecoam no nosso coração que nunca esteve tão próximo de nós mesmos.
Mas algo corre mal...O negro encontra uma brecha e invade-nos...invade-os! Trocam o branco pelo negro. E começam a morrer num ritmo crescente e desesperante... O nosso coração aperta! Sofremos nós também, ao ver, a menos dum braço de distância, tudo a morrer... Tudo a desaparecer, assim, em poucos minutos, causado por nós próprios!
Instala-se o silêncio...não se ouve nada, até as cortinas parecem compactuar, pois pararam de abanar ao vento, pararam de emitir ruídos... Porém, rompendo o silêncio, volta aquela canção... Volta na forma de suspiros, que crescem, florescem, germinam, e transforma-se em autênticos uivos de alegria! Já todos nós batemos o pé em êxtase! Todos nós, já regalados com o branco que julgámos ser só deles, entoamos a mesma canção em uníssono, esperançosos pelo futuro!

domingo, 13 de maio de 2007

Teatro

"Comédia de Rubena", do Mestre Gil Vicente

A interrupção deste infinito sarau literário já vai longa e, como tal, há que rejuvenescer as páginas esburacadas pelas minhocas dos livros.
A foto que está exposta, em cima, mostra os agradecimentos, por parte de cinco elementos do Grupo de Expressão Dramática/Teatro da Casa dos Arcos, ao público, após terem apresentado um pequeno excerto da peça que preparam já desde Janeiro e que deverá ser apresentada, na íntegra, nos finais de Junho, depois de toda a correria escolar ter acabado.
Esta mini-divulgação da peça, para dar o gostinho ao freguês, surgiu inesperadamente, em comemoração do aniversário do C.C.M. - Centro Cultural de Massamá, freguesia da qual não faço parte mas que já explorei muito mais do que aquela onde resido. Aliás, nem nunca lá entrei.
Devo dizer que esta apresentação de ontem correu bastante bem e que os jovens actores - que tiveram um grande desempenho, diga-se - levaram para casa a alegria e risadas do público.


Parabéns a nós!
(Ena, pá! Um gajo para quatro gajas! É muita fruta!)

terça-feira, 1 de maio de 2007

Parabéns, 'Necas'!

Parabéns para ti
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida

Hoje é dia de festa
Cantam as nossas almas
Para a menina 'Necas'
Uma salva de palmas!

Venham mais 17! Quer dizer... mais que isso, de preferência!
Ricky & James M. (oh, a gente sabe quem são :P)