Toca a Ser Livre
74 Foi no dia vinte e cinco de Abril
Que lançámos um suspiro de alívio
Depois de tantas guerras, águas mil,
Geradas por um ambiente ínvio.
Nós, como pássaros, livres voámos
E pois na união nos inspirámos
Com uma intenção descomunal
De uma vez mais cumprir-se Portugal!
75 De Norte a Sul cantámos numa só voz,
Demos as mãos e marchámos sem par
P’la vila morena de todos nós
Como se no mar fôssemos navegar,
Mar esse que conhecemos tão bem,
Mas muito melhor do que mais ninguém,
E que foi causa da nossa junção
P’ra juntos seguirmos de mão em mão.
76 Os cavalos ao vento relinchavam,
Corriam a toda a velocidade,
Suas belas crinas esvoaçavam,
Estavam só no fulgor da idade.
Os seus cavaleiros iam inchados
No peito, p’la liberdade combinados,
Recuperando o espírito de herói
Que fica e a Lua não destrói.
77 Os Capitães são seguros de si,
E eles sabem que conseguirão
Dar-nos nova vida a mim e a ti,
Pois muito bravos homens eles são.
São pois os novos heróis nacionais
Que dão à repressão destinos fatais.
Esta batalha sim, valeu a pena,
Fez florescer pétalas de açucena.
78 De vermelho sangue não foi tingida,
Porque só aos cravos coube essa cor,
Uma flor de liberdade garrida,
Pela Paz, pela Pátria e p’lo Amor.
Sossegados marcharam os soldados,
Só de esperança e cravos armados,
Já prontos a transformar em cacos
Os que haviam oprimido os mais fracos.
Que lançámos um suspiro de alívio
Depois de tantas guerras, águas mil,
Geradas por um ambiente ínvio.
Nós, como pássaros, livres voámos
E pois na união nos inspirámos
Com uma intenção descomunal
De uma vez mais cumprir-se Portugal!
75 De Norte a Sul cantámos numa só voz,
Demos as mãos e marchámos sem par
P’la vila morena de todos nós
Como se no mar fôssemos navegar,
Mar esse que conhecemos tão bem,
Mas muito melhor do que mais ninguém,
E que foi causa da nossa junção
P’ra juntos seguirmos de mão em mão.
76 Os cavalos ao vento relinchavam,
Corriam a toda a velocidade,
Suas belas crinas esvoaçavam,
Estavam só no fulgor da idade.
Os seus cavaleiros iam inchados
No peito, p’la liberdade combinados,
Recuperando o espírito de herói
Que fica e a Lua não destrói.
77 Os Capitães são seguros de si,
E eles sabem que conseguirão
Dar-nos nova vida a mim e a ti,
Pois muito bravos homens eles são.
São pois os novos heróis nacionais
Que dão à repressão destinos fatais.
Esta batalha sim, valeu a pena,
Fez florescer pétalas de açucena.
78 De vermelho sangue não foi tingida,
Porque só aos cravos coube essa cor,
Uma flor de liberdade garrida,
Pela Paz, pela Pátria e p’lo Amor.
Sossegados marcharam os soldados,
Só de esperança e cravos armados,
Já prontos a transformar em cacos
Os que haviam oprimido os mais fracos.

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